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16/05/2008
Serendipidade ou sincronicidade?
Serendipidade, segundo o dicionário Houaiss, é a “aptidão, faculdade ou dom de atrair o acontecimento de coisas felizes ou úteis, ou de descobri-las por acaso”. Sincronicidade é, de acordo também com o Houaiss, “coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente que ocorre fora do campo de percepção do observador [segundo a teoria de C.G. Jung]”.
Depois de ler o livro Pensamento Complexo, do professor Humberto Mariotti, que comentei em post recente, fiquei pensando comigo mesmo durante alguns dias: “boa hora para ler o Edgar Morin!” Serendipidade ou sincronicidade, eis que surge em minha frente, em um de meus sebos favoritos, o Beta Aquarius, uma pechincha: por R$10 reais, uma pilha de exemplares novinhos do “Para Sair do Século XX”, livro escrito em 1980 pelo Morin e que não perdeu o vigor e a atualidade, apesar dos fatos novos acontecidos nestes 27 anos. Li e adorei. Ainda tem mais lá no Beta Aquarius, sebo de qualidade que fica no bairro do Flamengo, no Rio.
O referido livro foi escrito naquela época que ainda não se conseguia vislumbrar como ia acabar a Guerra Fria, queda do Muro de Berlim, fim da URSS, etc. De novo, serendipidade ou sincronicidade, assisti nesta semana, enquanto devorava o Morin, o belo filme “Vida dos Outros”, que se passa na Alemanha Oriental em 1984.
Acabou sendo uma bela e animadora dobradinha. Recomendo!
Bom final de semana.
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21/05/2008
O Tempo de Pensar Pequeno Acabou

Break through – From the death of environmentalism to the politics of possibility, de autoria de Michael Schellenberger e Ted Nordhaus, e que ainda não foi traduzido para o português, é uma leitura bem legal. O livro se destaca principalmente porque os dois autores norte-americanos conseguem tratar de questões que tratam de desenvolvimento, meio ambiente e sustentabilidade fugindo de simplificações e, principalmente de detestáveis clichês e platitudes que são correntes entre experts que analisam o complexo tema.
Confesso ter lido com a respiração suspensa o capítulo onde o tema central é a floresta amazônica e como encaixar essa peça do quebra-cabeças planetário de equacionar desenvolvimento e sustentabidade. Felizmente eles não me decepcionaram. Usualmente ambientalistas, jornalistas, acadêmicos e experts, que vivem acima da Linha do Equador, costumam ser grosseiramente equivocados na questão ambiental – mesmo quando se esmeram para ser politicamente corretos e bem intencionados – e terminam por expressar uma visão fortemente unilateral e, ouso dizer, com um tremendo ranço colonialista. Os dois autores têm consciência clara desse pecado imperdoável e tentam, a todo custo, evitá-lo.
Michael e Ted não são meros acadêmicos fazedores-de-teses. Têm colocado a mão na massa e têm experiência em atuar como assessores de parlamentares norte-americanos, destacando-se o senador Barack Obama. Talvez sua mais destacada contribuição seja a bandeira que estão levantando para que os políticos percebam a conveniência e necessidade de começar um grande “Projeto Apolo de Energia”, isto é, um esforço prioritário do governo em realizar a alavancagem necessária para tornar as energias renováveis (solar, eólica, bio, etc.) as fontes prioritárias e que deverão se tornar as dominantes nos próximos trinta anos.
Mais informações sobre o livro? Clique aqui.
Michael Schellemberger já foi entrevistado pela revista Época há algum tempo atrás. Para ler a entrevista clique aqui |
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| Ricardo Neves |
| Além de colunista de Época, Ricardo Neves é consultor de empresas, autor e conferencista. Seus temas prediletos são inovação e processos de mudança nos estilos de vida das pessoas, na sociedade, nas organizações e no governo. O Novo Mundo Digital – Você Já Está Nele é seu livro mais recente e é o primeiro volume de uma trilogia intitulada Renascença Digital |
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