26/04/2008

Os cansados, os estressados e os jogadores do novo mundo do trabalho
Era uma vez um tempo que já vai longe – lá pelo século XX – em que a maior parte das pessoas via o trabalho como emprego. Esse era um vínculo estabelecido por necessidade de sobrevivência e que não trazia muitas alegrias para a maior parte das pessoas. Ganhar o “algum” era o mais importante. Realização e prazer com o trabalho ficava apenas para alguns felizardos.
A dinâmica em velocidade acelerada de inovações em tecnologias, novas possibilidades de estilos de vida, globalização, novos arranjos produtivos e novas expectativas de realização pessoal tem trazido para muita gente, sobretudo para os mais jovens, um sonho de que, talvez, “trabalho” não tenha que ser mais sinônimo de “emprego”, como foi até o século XX. Quem sabe trabalho não se torne para as gerações futuras simplesmente “projeto”? Aliás, é bom saber que projeto vem da palavra “projectus” em Latim, que significa lançar para a frente. Os profissionais de RH (recursos humanos) nas empresas estão cada vez mais às voltas com o desafio de atrair e reter talentos com perfil de indivíduos criativos. Bons empregados, que fazem as coisas direitinho simplesmente, não são mais suficientes para garantir a parada dura dos bravos tempos digitais. Mais do que nunca, quem faz a diferença no competitivo jogo das negócios atuais são os indivíduos capazes de inovar, isto é, de criar novas respostas. É sobre esse desafio que falo em minha coluna de Época nesta semana, a qual você pode ler clicando aqui. |